CEO da Mozilla Firefox, Brendan Eich, obrigado a pedir demissão

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O CEO (Diretor Executivo) da empresa Mozilla (produtora do browser Mozilla Firefox), Brendan Eich, foi forçado a renunciar o cargo porque tinha doado dinheiro para uma instituição que defende o casamento só entre homem e mulher.
Depois disso surgir na internet um mês atrás, ouve um tumulto geral acusando-o de homofóbico.

Ele pronunciou no dia 3 de Abril, no seu blog oficial, a seguinte mensagem:





"Estou empenhado em garantir que o Mozilla é, e continuará a ser, um lugar que inclui e dá suporte à todos, independente da orientação sexual, identidade de gênero, idade, raça, etnia, condição econômica ou religião."

Isso não é o suficiente?
Para alguns extremistas não.
No site Okcupied, protestaram, dizendo: 


"aqueles que procuram negar o amor e, ao invés disto impor sofrimento, vergonha e frustração, são nossos inimigos, e desejamos-lhes nada mais que a derrota"



No vídeo a repórter dá o seguinte exemplo: 


"Se formos ver a posição que tomaram estes usuários do site Okcupied, seria algo do tipo, 'vocês não podem mais usar o Firefox se vocês assistem tal canal de TV; vocês não podem mais usar nosso browser se você é cristão ou católico; você não pode mais usar nosso browser se você não vê o mundo como nós vemos'"

Percebe-se a atitude ociosa dos usuários, sem base em nada. Como alguém numa posição de trabalho desta faria algo assim? Ou alguma marca faria algo assim? Então qual é a acusação deles? Querem 5 minutos de atenção?

Eu reparo que esta possibilidade de poder mostrar uma opinião e ser ouvido é um prazer que a internet possibilitou.
Antes era mais difícil fazer rebuliço. Agora todo o mundo te escuta, basta um teclado e internet.

A cabeça dos extremistas de hoje-em-dia é a de que "se não vêem igual a mim, estão erradas. Totalmente erradas. São todos uns homofóbicos".
Estas palavras, como homofóbico, são bastante usadas, dá a impressão de chamar a pessoa de assassina. Deve ser gostoso de dizer, deve fazer você se sentir imune de preconceitos (que todos temos e que precisam ser trabalhados).
Parece que a simples idéia de não aderir a um conceito sobre sexualidade faz da pessoa um "assassino" ou algo a nível. É mais fácil julgar os outros hoje-em-dia, pois a internet facilita isto.

Ele e eu não aceitamos casamento gay.
Nós deveríamos ser banidos da sociedade por isto?
Ou perder o emprego como aconteceu com ele?


A idéia contrária ao casamento no mesmo sexo não interfere em nada o meu relacionamento com as pessoas, principalmente no trabalho. Qual a idéia desse povo que fez com que ele se demitisse? Que ele daria menos crédito para usuários homossexuais do browser?
Pensaram, talvez, que ao instalar o Firefox surgiria a pergunta:
Sexo:
Masculino (conta com todos os recursos livres)
Feminino (conta com todos os recursos livres)
LGBT (conta com recursos escassos. Adquira a conta premium para usar normalmente).
Esta seria uma atitude antiética, ou "discriminativa", no sentido pejorativo da palavra .
Entendem a diferença?


Fontes (inglês):
http://youtu.be/okn7psIFtgs
http://www.newyorker.com/online/blogs/currency/2014/04/how-mozilla-lost-its-ceo-brendan-eich.html
https://brendaneich.com/2014/03/inclusiveness-at-mozilla/

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