Vida e Pena


Não é tão simples viver!
Tampouco deve ser morrer!
Se é que se pode dizer assim, basta que a vida fomente a vontade/o atrevimento de querer ser alguém, alguém que valha a pena.
Pra ser mais franco: alguém que valha mais do que uma pena!

Quem nunca se sentiu uma pena?
Já se pesou para testar?
Quem nunca!?

Numa noite escura, e duvidosa, talvez.

Ou na inquietude das tardes sem sentido, tardes que nunca acabam!

Parecem todas iguais!

E a vida passando; e a semelhança com a pena vai se apercebendo, e vai se acomodando, sentindo-se leve, sem sentido.
Nada mais faz sentido!

Apenas a pena, leve e serena, a ser pena, a ser nada.

Depois vem a dúvida: "O quê faz uma pena?"
Sem respostas.
Sem nada.

Até ver (que ver não é olhar, é perceber) que existe vida, por detrás da cortina!
Aquela cortina chamada rotina, chata e escura!

Opaca.

Rotina.

Rotina de novo: com gosto de café amanhecido.

Acorde pra vida!

E não se sinta pena, não se auto-empene, não diminua seu peso, não faça-se pouco, não desperdice seu viver.

Vida é só uma.

Já se tornou pena quem se sente como uma pena.

Medíocre: aquele que depois de ter uma pena em mãos ainda conclui que é menos do que ela!
Pegue uma pena, se sinta mais que ela!

Afinal, que diferença isso faz?!

Se não faz, sinto muito.

Escolherei a pena.

Pena de você.